quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Moreira Campos por Rinaldo de Fernandes




(Doutor em Letras pela UNICAMP e professor de literatura da Universidade Federal da Paraíba. Contista e romancista. Autor dos textos da antologia Os cem melhores poetas brasileiros do século, organizada por José Nêumanne Pinto)

Conheci Moreira Campos no pátio da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Ceará. Magro, sempre de terno, acenando para os alunos – uma simpatia em pessoa. Como aluno da Faculdade, nunca deixei de assistir a uma palestra do professor Moreira Campos. Grande orador, sempre admirei a sua prosa penetrante, divertida. Profundo leitor de Machado de Assis (de quem narrava cenas inteiras, para lembrar a ambiguidade dos personagens, o interesse humano por trás dos "bons" gestos), de Eça de Queirós e de Graciliano Ramos, de quem herdou o estilo enxuto, preciso, seco. Quando descobri o contista Moreira Campos, minha admiração redobrou, resultando numa verdadeira obsessão pelas narrativas curtas do Mestre. Li muito Moreira Campos, autor de contos soberbos – "O preso", "Lama e folhas", "O peregrino", etc. Cheguei a entrevistá-lo (a entrevista foi estampada no jornal "O Povo"). Mostrei meus primeiros contos para ele – e dele recebi um incentivo fundamental para um jovem que, àquela altura (meados dos anos 80), queria imensamente se tornar escritor. Daí em diante, nos tornamos amigos. A Moreira Campos, grande referência para mim (como pessoa, como professor e como escritor), agradeço, sempre, as primeiras palavras sinceras de incentivo.

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